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Never Stop Believing!
Não quero um rapaz. Quero um homem.

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one be me.

Miguel Sousa. 16 anos.
Paços de Ferreira.

sorridente. chorão. orgulhoso. alegre. divertido. forte. optimista. simpático. feliz. apaixonado. amigo. criativo. sonhador. chato. imaginativo. nervoso. conversador. maluco. responsável. organizado.
Dance, photography and guys! ♥
Sou eu.
domingo, 4 de novembro de 2012 // 07:58



Era uma vez um jovem rapaz, que tinha 12 anos e tinha passado mais um ano escolar, isto para o 5º ano. Era um rapazinho muito meigo, muito divertido, e gostava de ajudar as pessoas que via sentirem-se mal com a vida. Ele adorava estar todos os dias com as suas amigas. Passeava todos os dias pelos cantos da escola com a sua melhor amiga Sofia. Era muito agarrado a ela. Todos os dias tinham brincadeiras novas, sorrisos novos, motivos novos, palavras novas, ideias novas, tudo novo. Até que esse mesmo rapazinho começou a ser observado por um grupo de rapazes que aparentavam ser rudes, e mal-encarados. Tinham aspeto de vigaristas, racistas, homofóbicos, cobardes etc. E num entanto, eram mesmo tudo isso. Esse rapazinho para além de andar com a sua amiga Sofia, andava também com um grupo de amigas que tinha feito no primeiro dia do ano. Era muito feliz, sentia-se protegido. Sorria todos os dias para com elas. Até que a uma determinada altura, o mesmo grupo de rapazes que o observavam, atacaram o rapaz à saída da escola. Espancaram-no com um guarda-chuva, e fizeram o pobre rapaz cuspir sangue pela boca e queixar-se no corpo todo. Nesse mesmo instante, esse rapazinho berrou, e gritou por socorro, pediu ajuda e ninguém estava lá para o acudir. E ficou ali, estendido no chão. De caminho levantou-se e foi pela rua fora, a chorar, com dores corporais, cuspindo sempre sangue para o chão. E todas as pessoas ficavam a olhar para ele, porque viam que ele estava marcado no seu rosto, e tinha a roupa rasgada. Entretanto chegou a casa, e fechou-se no quarto a chorar, trincando a almofada de dores. Foi tomar um banho, e vestiu uma nova roupa, e deitou a outra fora para que mãe não visse. Mas a mãe viu, não a roupa, mas sim as marcas que no rosto tinha. Perguntando o que se passou, e o pobre rapaz com medo, ter-lhe dito que caiu e se magoou. No dia a seguir, o rapaz não queria ir para a escola novamente. Estava com medo. Mas foi! E no dia seguinte, ele voltou a cruzar-se com o mesmo grupo de rapazes, daí eles não terem feito nada porque tinha pessoas ao seu redor. Mas o rapazinho fugiu, correu imenso para não sofrer o mesmo trauma. E todos os dias via aquele grupo de rapazes, mas o rapaz escondia-se sempre, e todos os dias ao ir para casa, saia sempre por trás da escola. Havia dias que nem dormia por causa do acontecimento, e chegava à escola e apoiava a cabeça na mesa e adormecia. E ali ficava. Até que, chegou à hora de ir embora e o rapaz foi pelas traseiras da escola, com o medo que temia. Um desse grupo de rapazes, perceberam esse esquema que o rapaz tinha planeado. Até que, à saída desse mesmo espaço, estavam lá os rapazes, e meteram-se em roda e o pobre rapaz no meio, e como devem calcular, voltaram atacar o jovem rapaz. Mas desta vez de uma forma mais bruta. Digamos, sem piedade. Estenderam de vez o rapaz ali no chão. Até o empregado da escola ver assim o ter encontrado. O pobre rapaz não se mexia, não se consiga meter em pé, as suas pernas naquele momento parecia plástico. Tinha a cara toda “desfigurada”, cheia de cortes, e pisaduras visíveis. O empregado da escola comunicou com os bombeiros, e passado 10 minutos, mais ou menos, a ambulância estava na escola e levaram o pobre rapaz. Comunicaram também com a sua família porque o rapaz tinha ficado inconsciente. Permaneceu no hospital dois dias. E voltou para casa. A escola teria sido informada que deviam de ter mais cuidado e mais atenção para os jovens da escola não passarem pelo mesmo que o pobre rapaz passou. Entretanto, o jovem voltou para a escola, e como é obvio estava com medo, e ainda se notava marcas no seu rosto.. Todo o mundo olhou para ele, e as suas amigas preocupadas, foram ter com ele e estiveram sempre do seu lado. As coisas ficaram calmas, até que o rapazinho tinha um sonho desde os seus quatro anos de idade. A dança. A dança era a sua grande paixão. E muitas das vezes, atrás do bloco da escola punha-se a demonstrar coreografias para as suas amadas amigas, e todos os dias ensinava cada passo a cada uma delas. E muitos rapazes da escola o criticavam, insultavam, isto só por andar com raparigas e ensinar essas mesmas meninas a dançar. No entendendo ele pensou que aquilo era tudo inveja e não quis saber. Até que outro grupinho de rapazes, invejosos, tentaram atacar o rapaz, mas nesse mesmo instante teve a sorte de ter as suas amigas por perto. No qual se colocaram no seu meio e não deixaram que alguém lhe tocasse. E as coisas foram sempre assim, o ano todo! Insultavam, criticavam, tentavam aproximar-se para lhe encher de porrada. Mas para esse rapaz as coisas foram mais fáceis, porque ele mostrou-se forte e não deixou que nada lhe acontecesse. Até que, quando o ano acabou, e o rapaz teria avançado mais um ano, para o 6º ano. E no primeiro dia de escola pensou ele que tudo iria ser diferente, que mais ninguém lhe iria meter as mãos em cima. A primeira semana de escola foi ótima para ele. Conheceu novos amigos/as, novos professores, tudo tranquilo. Até que, na segunda semana à saída da escola voltou a ser atacado pelo mesmo grupo que lhe teria marcado no primeiro ano do 5º ano. Dai não ter feito grandes marcas porque o rapaz “conseguiu” defender-se. Esse mesmo grupo ameaçou-o, e disse-lhe que todos os dias queriam tabaco, e dinheiro e que se não lhe desse, o jovem rapaz seria espancado. O rapazinho com medo, tentava todos os dias arranjar tabaco e dinheiro para lhes dar, até que chegou a um altura em que ele não levou nada, e o grupo de rapazes ameaçou que queriam algo naquele exato instante se não quem iria sofrer as consequências era a sua irmã, que frequentava o secundário. Então o rapaz, com medo, deu o seu telemóvel. E ao mesmo tempo foi espancado novamente. Ele berrou tanto, e disse em voz alta que estava farto. Farto daquilo lhe estava acontecer. Até que não aguentou mais e denunciou esses rapazes. E finalmente, ficou em paz! Hoje tem 15 anos e ao longo do tempo percebeu que devemos de ser fortes e não deixar os desconhecidos assediarmo-nos. A violência por vezes gera mortes. E em Portugal, 98% de jovens suicidaram-se por causa do bullying. Mas esse rapaz pensou, e acordou para a vida. Hoje está feliz, hoje ele é um rapaz lutador, divertido, ignora tudo que lhe dizem, quer sejam criticas ou insultos. A vida fez com que ele se torna-se num humano com força e com muito autoestima. E agora, muitos de vocês perguntam: Mas quem é esse rapaz? Pois é, surpreendentemente, SOU EU.