E sabe do que me lembro? De quando dizia: “Miguel, põe-me lá fora.. Miguel, leva-me a
passear.. Miguel, põe-me na cama, acende a televisão e mete o som um pouco mais
alto..
Miguel, onde está avó? “Parabéns” meu neto..“. Nunca me vou
esquecer das vezes em que me dizia isto e muito mais. E já tenho saudades suas.
Hoje foi o último dia, vi-o pela última vez na minha vida. O meu coração ficou
partido por ver as portas fecharem e eu não o poder ver mais. O meu sorriso deixou
de fazer sentido, já nada é igual. Já nada funciona da mesma maneira que era,
quando você era vivo. Já passaram 29horas e 30 minutos, e já sinto a sua falta
desde o primeiro segundo que partiu. Já sinto falta das vezes em que sorria
para mim, em que me dizia asneiras e nos púnhamos a rir com boas gargalhadas.
Já sinto falta das vezes em que berrava pela avó, já sinto falta de ouvir a sua
voz. Sinto saudades das vezes em que íamos passear e em cada passo me contava
uma história, todos os dias. Lembro-me de quando era pequenino e de quando me
pegou ao colo, tinha eu 4 aninhos, e lhe disse: Vô, você vai estar sempre
comigo não vai? Você vai cuidar de mim?
E eu recebi um “sempre” como resposta única. Mas em fase de
crescimento percebi que nada dura para sempre, nem mesmo as pessoas. Que tudo
na vida vem, e um dia vai e não volta mais. E foi exatamente o que aconteceu.
Você deixou-me sozinho e perdi-me no meio deste mundo, não sei onde estou. Para
além de um avô, você era o meu pai. Lembro do dia em que fui abandonado pelo
meu pai, e só você sobre abrir os braços e receber uma criança que na verdade
não era nem é seu filho. Mas tudo foi-se tornando tão “habito” que passei os
dias chamando-lhe de Pai! Porque era exatamente isso que via/vejo e
sentia/sinto. Além do mais, você era o meu padrinho, e hoje não tenho mais.
Porque você me deixou aqui, a chorar por si. E hoje existe ferimentos dentro do
meu coração, porque sei que não vou poder ouvir mais a sua voz, porque não vou
poder passear mais a sua pessoa, porque não vou poder receber o seu carinho,
porque não vou ter mais gargalhadas que só eu e você tínhamos. Porque só você
fazia os meus dias serem totalmente diferentes. Eu não peço a Deus que me lhe
traga de volta para a minha vida, porque ambos sabemos que isso é impossível,
resta-me pedir e eu sei que vai cumprir, ficar do meu lado todos os dias, e
caminhar comigo para todas as fronteiras, para todas as superfícies. Só lhe
peço que me proteja do mal e que me dê a mão sem eu sentir. Só lhe peço, que
cuide de mim, como sempre cuidou.
E sabe do que me lembro? De quando dizia: “Miguel, põe-me lá fora.. Miguel, leva-me a
passear.. Miguel, põe-me na cama, acende a televisão e mete o som um pouco mais
alto..
Miguel, onde está avó? “Parabéns” meu neto..“. Nunca me vou
esquecer das vezes em que me dizia isto e muito mais. E já tenho saudades suas.
Hoje foi o último dia, vi-o pela última vez na minha vida. O meu coração ficou
partido por ver as portas fecharem e eu não o poder ver mais. O meu sorriso deixou
de fazer sentido, já nada é igual. Já nada funciona da mesma maneira que era,
quando você era vivo. Já passaram 29horas e 30 minutos, e já sinto a sua falta
desde o primeiro segundo que partiu. Já sinto falta das vezes em que sorria
para mim, em que me dizia asneiras e nos púnhamos a rir com boas gargalhadas.
Já sinto falta das vezes em que berrava pela avó, já sinto falta de ouvir a sua
voz. Sinto saudades das vezes em que íamos passear e em cada passo me contava
uma história, todos os dias. Lembro-me de quando era pequenino e de quando me
pegou ao colo, tinha eu 4 aninhos, e lhe disse: Vô, você vai estar sempre
comigo não vai? Você vai cuidar de mim?
E eu recebi um “sempre” como resposta única. Mas em fase de
crescimento percebi que nada dura para sempre, nem mesmo as pessoas. Que tudo
na vida vem, e um dia vai e não volta mais. E foi exatamente o que aconteceu.
Você deixou-me sozinho e perdi-me no meio deste mundo, não sei onde estou. Para
além de um avô, você era o meu pai. Lembro do dia em que fui abandonado pelo
meu pai, e só você sobre abrir os braços e receber uma criança que na verdade
não era nem é seu filho. Mas tudo foi-se tornando tão “habito” que passei os
dias chamando-lhe de Pai! Porque era exatamente isso que via/vejo e
sentia/sinto. Além do mais, você era o meu padrinho, e hoje não tenho mais.
Porque você me deixou aqui, a chorar por si. E hoje existe ferimentos dentro do
meu coração, porque sei que não vou poder ouvir mais a sua voz, porque não vou
poder passear mais a sua pessoa, porque não vou poder receber o seu carinho,
porque não vou ter mais gargalhadas que só eu e você tínhamos. Porque só você
fazia os meus dias serem totalmente diferentes. Eu não peço a Deus que me lhe
traga de volta para a minha vida, porque ambos sabemos que isso é impossível,
resta-me pedir e eu sei que vai cumprir, ficar do meu lado todos os dias, e
caminhar comigo para todas as fronteiras, para todas as superfícies. Só lhe
peço que me proteja do mal e que me dê a mão sem eu sentir. Só lhe peço, que
cuide de mim, como sempre cuidou.
A mim perguntaram-me quem eu era, quem era eu dentro ou de fora. Sentado naquele rochedo cheio de musgo peganhento, eu olhei perante o sol. Senti aquele frio bater-me no rosto, sem intensão de me deitar ao chão.
Perguntei-me a mim mesmo porque estaria ali, feito um urso sem pai nem mae, sem irmã e parentes da familia. Porque me sinto tão vazio? Porque me sinto tão independente de todas as pessoas que me rodeiam em trono daquele circulo de amigos? Porque ?
Á demasiada independência nesta vida, á demasiado peso, á bastantes rodeios frios e pessoas mortas. Mas porque que este mundo não pensa na vida, mas porque que o mundo não pensa no seu melhor? A distruidora disto tudo é quem me julgou neste mundo, quem me desanparou para o outro lado da rua.
Estou cheio de dores de cabeça, cheio de febre, e a minha mente não consegue racicionar o objéctivo, não consegue chegar ás palavras que foram utilizadas em todos os dicionários.
Estou deprimente por não sentir o desejo, por não poder caminhar pelas ruas novas, por não ter amigos que me fasam feliz! Estou sem pachorra para discuções, nasci para viver, nasci para ter paz.
Tenho saudades de um novo tudo, de um novo tanto, de um novo rumo. Tenho saudades da saudade. Sinto falta da minha mãe. Aquela que todas as noites me dizia para apagar a luz e descansar, para que no dia seguinte estivesse com forças para lutar contra o inimigo que me poderia perceguir. Sinto falta dos abraços sem fim que tinha todas as noites, das histórias mágicas onde maior parte delas eu adormeçia.
Sinto falta daquela mão que me levantava dia – e – noite, aquela mão que me tocava e que me dizia para seguir em frente com novas estatisticas, com novas personagens, com novas noticias. A saudade, prende-me no peito, e aperta meus braços.
Sorria todos os dias com todos os teus ataques de risos, estremecia quando me dizias algo em que eu me arrepiava, chorava quando necessitava, e todas a lagrimas derramadas no teu corpo.
Emensa saudade eu tenho, de quando nos punhamos no bailoiço da tia do lado, quando brincavamos ás casinhas e quando bebiamos copos e copões de sumo compal. Não esqueço cada momento que passei.
Hoje, tudo é diferente, a vida mudou de rumo. As pessoas fugiram de mim e não me deram a mão. Fiquei sozinho na escuridão. Incolhi-me naquele obscuro buraco, e chorei pela vida, gritei pelo que perdi, sofri por não a voltar a ver.
Quero ser jovem, adulto, crescer mais e sorrir bastante. Quero aprender a ser o que nunca fui.
Nas contas todas, quero tudo e não tenho.
dreaming of what could be.
O verdadeiro desejo está no meu olhar. Perante aquela cor absorvida em meus olhos.
O desejo é demasiado para o criticar, ou denunciar. Um dia eu acordei, sai do rebanho, despertei meu sentimente apenas numa palavra: "desejo". Desejei ser diferente de todas as pessoas, desejei ser mais visivel á realidade. Desejei, desejar o meu desejo.
Penetrar cada canto sem estragos quais queres. Surgir um sorriso sem um choro qualquer. Mas desejei e continuo a desejar. Sempre desejei caminhar sobre aquela estrada onde me dizia que era nela que era o meu devido lugar.
Eu senti felicidade, arrepiei-me com aqueles zumbidos no meu ouvido esquerdo. Mas nunca perdi a vontade de desejar o que em mente me ocorria.
Continuei com mais três passos em frente. Com mais quatro, e de momento para momento, mas cinco caminhei.
Cheguei ao cimo do desejo que sempre me mentalizei. Discobri o desejo que sempre desejei. Hoje, reforçei com a enorme vontade, que o meu desejo sempre foi, "mostrar ao mundo o quanto eu consigo mostrar. Reabrir os olhos e mostrar o que sou capaz de fazer, o desafio que tenho. Mostrar ao mundo que eu tenho um estrela dentro de mim, que um pigmento de sonhos eu tenho."
Sonhei sem sonhar, mas sonhei em dançar. Faz parte de mim mexer o corpo, sentir o vento bater-me no rosto sem estragar o sentido primitido.
wanna feel the warm breeze,
sleep under a palm tree, feel the rush of the ocean.