Já de manhã, sobre portas emundas de água, e rios poluídos sobre a causa de fábricas nojentas, ouvia eu uma criança chorando, sobre o alto do celeiro. Assustei-me de forma brusca que me deu um revira olhos no momento. Caminhei sobre a pessoa, no qual já encostado à parede e vendo a criança sentada no chão sobre palha, e perguntando o que se passava. Não obtive resposta. Aproximei-me mais um pouco, e já com aquela agonia do que podia acontecer, eu dei por mim a sentar-me, ao lado dele e, mais uma vez perguntar o que se passava. Ditaria ele, que a vida era uma história cheia contos e mais contos, no qual lhe estragava e lhe causava felicidade. Tentei perceber o enunciado, tentei puxar por mais e pedir um bom conteúdo. Fiquei a pensar e sobre os seus olhos, ditar todas as palavras que necessita de ouvir, e com elas aprender a ser uma pessoa humilde, fiel, correspondente. Aprender a ser uma pessoa forte e erguida. Juntei adjectivos, com substantivos, no qual pedir-lhe que me explicasse a causa do choro irritante. Ter-me-ia o seguinte: “A minha vida por vezes é fácil, quando quero, quando luto, quando enfrento alguma coisa. Pois todos os portugueses têm forças, e por outro lado não têm. Eu sou um deles. Preciso de algo novo no qual me sinto, e isto desde criança. Básico, acho que a minha orientação sexual é diferente de qualquer um heterossexual. Tenho-me sentido confrontado com tal, comigo mesmo, porque na verdade nem eu sei bem o que quero. É uma tremenda confusão dentro de mim. Que se passa comigo? Preciso de ajuda, quero alguém que me dê a mão para poder ter um braço inteiro. O que faço?” Ouvi o jovem de maneira a entender cada paço, de maneira a entender cada toque. Fiquei surpreso, e ao mesmo tempo com vontade de esclarecer duvidas. Ter-lhe dito, “O que eu acho é que és demasiado jovem ainda, a tua vida ainda leva muito em frente. Ainda vais encontrar caminhos nos quais vais cair, e ao mesmo tempo levantares-te de cada obstáculo. Percebo muito bem o que estejas a passar, e para isso, eu dar-te-ei todas as palavras que necessitas de ouvir. Deves de seguir em frente com a tua vida, e tentar ver no que dá. Básico, deves de ser tu próprio e contigo mesmo. Apenas erguer-te e fazer-te a vida. Não é que seja muito grande, mas está na hora de o fazeres. Eu acredito na força que tens, na vontade que tens de ultrapassar toda esta fase, eu vejo isso em ti. Mas sabes? Acho que deves de encarar a vida como um outro ser humano qualquer, fazer dela o que nunca conseguiste fazer. Tal como eu! Eu, que passei por muito porque pensava que era igual aos outros, e no tanto que disse, passou-se exatamente o contrário ao ponto de ser quem sou hoje. Pois dividi a minha vida, e fiz dele um jogo no qual consegui acabar. Passei por misérias tempestades, por horríveis estradas. Ultrapassei o pior! Ou seja, escondi um segredo, a minha orientação. Por muito tempo andei sobre o silêncio, e farto de esconder o que já me via preparado, resolvi contar aos mais próximos, tais como a minha irmã mais velha. Ter-lhe dito tudo o que sentia, tudo o que queria, e tudo que estava disposto a querer, um dia! Desde então, recebi toda a força possível que só a minha irmã me consegui-a transmitir naquele preciso e espontâneo momento. Fiquei surpreso, e ao mesmo tempo feliz, por saber que sabia com quem contar. A partir dai, fiz-me à vida, e ainda com medo de ser criticado e julgado. Mas eu parei, pensei e disse a mim mesmo *Chega de ser morcão, chega de ser quem sou. Vou enfrentar quem me quer mal, vou seguir a minha vida sem um se quer conflito. Tenho de ser eu mesmo.* Resultou! Pois aceitei todas as críticas “o que não foram muitas”, mas aceitei. Aceitei todas as pessoas que me apoiaram, aceitei todos os comentários que me faziam. Desde então, passeando sobre o passei da rua, delataram uma boca no qual eu me estava a descender ao favor deles, mas reagi, e agi! Virei de costas e ri-me eu próprio da cara da pessoa no qual me transmitia palavras insolentes e agressivas. E sempre assim, lutei, enfrentei, encarei, ACREDITEI, superei. E consegui! Conseguir ser eu mesmo, e fazer da minha vida como um único homem feliz no mundo.” O jovem que estava assentado sobre o meu pé, percebeu as palavras que lhe transmiti, ficou ainda com algumas dúvidas pelo que percebi. Mas também consegui entender que ele próprio teria um objectivo. ACREDITAR EM SI MESMO.
Basta acreditar.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 // 14:21
Já de manhã, sobre portas emundas de água, e rios poluídos sobre a causa de fábricas nojentas, ouvia eu uma criança chorando, sobre o alto do celeiro. Assustei-me de forma brusca que me deu um revira olhos no momento. Caminhei sobre a pessoa, no qual já encostado à parede e vendo a criança sentada no chão sobre palha, e perguntando o que se passava. Não obtive resposta. Aproximei-me mais um pouco, e já com aquela agonia do que podia acontecer, eu dei por mim a sentar-me, ao lado dele e, mais uma vez perguntar o que se passava. Ditaria ele, que a vida era uma história cheia contos e mais contos, no qual lhe estragava e lhe causava felicidade. Tentei perceber o enunciado, tentei puxar por mais e pedir um bom conteúdo. Fiquei a pensar e sobre os seus olhos, ditar todas as palavras que necessita de ouvir, e com elas aprender a ser uma pessoa humilde, fiel, correspondente. Aprender a ser uma pessoa forte e erguida. Juntei adjectivos, com substantivos, no qual pedir-lhe que me explicasse a causa do choro irritante. Ter-me-ia o seguinte: “A minha vida por vezes é fácil, quando quero, quando luto, quando enfrento alguma coisa. Pois todos os portugueses têm forças, e por outro lado não têm. Eu sou um deles. Preciso de algo novo no qual me sinto, e isto desde criança. Básico, acho que a minha orientação sexual é diferente de qualquer um heterossexual. Tenho-me sentido confrontado com tal, comigo mesmo, porque na verdade nem eu sei bem o que quero. É uma tremenda confusão dentro de mim. Que se passa comigo? Preciso de ajuda, quero alguém que me dê a mão para poder ter um braço inteiro. O que faço?” Ouvi o jovem de maneira a entender cada paço, de maneira a entender cada toque. Fiquei surpreso, e ao mesmo tempo com vontade de esclarecer duvidas. Ter-lhe dito, “O que eu acho é que és demasiado jovem ainda, a tua vida ainda leva muito em frente. Ainda vais encontrar caminhos nos quais vais cair, e ao mesmo tempo levantares-te de cada obstáculo. Percebo muito bem o que estejas a passar, e para isso, eu dar-te-ei todas as palavras que necessitas de ouvir. Deves de seguir em frente com a tua vida, e tentar ver no que dá. Básico, deves de ser tu próprio e contigo mesmo. Apenas erguer-te e fazer-te a vida. Não é que seja muito grande, mas está na hora de o fazeres. Eu acredito na força que tens, na vontade que tens de ultrapassar toda esta fase, eu vejo isso em ti. Mas sabes? Acho que deves de encarar a vida como um outro ser humano qualquer, fazer dela o que nunca conseguiste fazer. Tal como eu! Eu, que passei por muito porque pensava que era igual aos outros, e no tanto que disse, passou-se exatamente o contrário ao ponto de ser quem sou hoje. Pois dividi a minha vida, e fiz dele um jogo no qual consegui acabar. Passei por misérias tempestades, por horríveis estradas. Ultrapassei o pior! Ou seja, escondi um segredo, a minha orientação. Por muito tempo andei sobre o silêncio, e farto de esconder o que já me via preparado, resolvi contar aos mais próximos, tais como a minha irmã mais velha. Ter-lhe dito tudo o que sentia, tudo o que queria, e tudo que estava disposto a querer, um dia! Desde então, recebi toda a força possível que só a minha irmã me consegui-a transmitir naquele preciso e espontâneo momento. Fiquei surpreso, e ao mesmo tempo feliz, por saber que sabia com quem contar. A partir dai, fiz-me à vida, e ainda com medo de ser criticado e julgado. Mas eu parei, pensei e disse a mim mesmo *Chega de ser morcão, chega de ser quem sou. Vou enfrentar quem me quer mal, vou seguir a minha vida sem um se quer conflito. Tenho de ser eu mesmo.* Resultou! Pois aceitei todas as críticas “o que não foram muitas”, mas aceitei. Aceitei todas as pessoas que me apoiaram, aceitei todos os comentários que me faziam. Desde então, passeando sobre o passei da rua, delataram uma boca no qual eu me estava a descender ao favor deles, mas reagi, e agi! Virei de costas e ri-me eu próprio da cara da pessoa no qual me transmitia palavras insolentes e agressivas. E sempre assim, lutei, enfrentei, encarei, ACREDITEI, superei. E consegui! Conseguir ser eu mesmo, e fazer da minha vida como um único homem feliz no mundo.” O jovem que estava assentado sobre o meu pé, percebeu as palavras que lhe transmiti, ficou ainda com algumas dúvidas pelo que percebi. Mas também consegui entender que ele próprio teria um objectivo. ACREDITAR EM SI MESMO.
grew up in a small town.
A mim perguntaram-me quem eu era, quem era eu dentro ou de fora. Sentado naquele rochedo cheio de musgo peganhento, eu olhei perante o sol. Senti aquele frio bater-me no rosto, sem intensão de me deitar ao chão.
Perguntei-me a mim mesmo porque estaria ali, feito um urso sem pai nem mae, sem irmã e parentes da familia. Porque me sinto tão vazio? Porque me sinto tão independente de todas as pessoas que me rodeiam em trono daquele circulo de amigos? Porque ?
Á demasiada independência nesta vida, á demasiado peso, á bastantes rodeios frios e pessoas mortas. Mas porque que este mundo não pensa na vida, mas porque que o mundo não pensa no seu melhor? A distruidora disto tudo é quem me julgou neste mundo, quem me desanparou para o outro lado da rua.
Estou cheio de dores de cabeça, cheio de febre, e a minha mente não consegue racicionar o objéctivo, não consegue chegar ás palavras que foram utilizadas em todos os dicionários.
Estou deprimente por não sentir o desejo, por não poder caminhar pelas ruas novas, por não ter amigos que me fasam feliz! Estou sem pachorra para discuções, nasci para viver, nasci para ter paz.
Tenho saudades de um novo tudo, de um novo tanto, de um novo rumo. Tenho saudades da saudade. Sinto falta da minha mãe. Aquela que todas as noites me dizia para apagar a luz e descansar, para que no dia seguinte estivesse com forças para lutar contra o inimigo que me poderia perceguir. Sinto falta dos abraços sem fim que tinha todas as noites, das histórias mágicas onde maior parte delas eu adormeçia.
Sinto falta daquela mão que me levantava dia – e – noite, aquela mão que me tocava e que me dizia para seguir em frente com novas estatisticas, com novas personagens, com novas noticias. A saudade, prende-me no peito, e aperta meus braços.
Sorria todos os dias com todos os teus ataques de risos, estremecia quando me dizias algo em que eu me arrepiava, chorava quando necessitava, e todas a lagrimas derramadas no teu corpo.
Emensa saudade eu tenho, de quando nos punhamos no bailoiço da tia do lado, quando brincavamos ás casinhas e quando bebiamos copos e copões de sumo compal. Não esqueço cada momento que passei.
Hoje, tudo é diferente, a vida mudou de rumo. As pessoas fugiram de mim e não me deram a mão. Fiquei sozinho na escuridão. Incolhi-me naquele obscuro buraco, e chorei pela vida, gritei pelo que perdi, sofri por não a voltar a ver.
Quero ser jovem, adulto, crescer mais e sorrir bastante. Quero aprender a ser o que nunca fui.
Nas contas todas, quero tudo e não tenho.
dreaming of what could be.
O verdadeiro desejo está no meu olhar. Perante aquela cor absorvida em meus olhos.
O desejo é demasiado para o criticar, ou denunciar. Um dia eu acordei, sai do rebanho, despertei meu sentimente apenas numa palavra: "desejo". Desejei ser diferente de todas as pessoas, desejei ser mais visivel á realidade. Desejei, desejar o meu desejo.
Penetrar cada canto sem estragos quais queres. Surgir um sorriso sem um choro qualquer. Mas desejei e continuo a desejar. Sempre desejei caminhar sobre aquela estrada onde me dizia que era nela que era o meu devido lugar.
Eu senti felicidade, arrepiei-me com aqueles zumbidos no meu ouvido esquerdo. Mas nunca perdi a vontade de desejar o que em mente me ocorria.
Continuei com mais três passos em frente. Com mais quatro, e de momento para momento, mas cinco caminhei.
Cheguei ao cimo do desejo que sempre me mentalizei. Discobri o desejo que sempre desejei. Hoje, reforçei com a enorme vontade, que o meu desejo sempre foi, "mostrar ao mundo o quanto eu consigo mostrar. Reabrir os olhos e mostrar o que sou capaz de fazer, o desafio que tenho. Mostrar ao mundo que eu tenho um estrela dentro de mim, que um pigmento de sonhos eu tenho."
Sonhei sem sonhar, mas sonhei em dançar. Faz parte de mim mexer o corpo, sentir o vento bater-me no rosto sem estragar o sentido primitido.
wanna feel the warm breeze,
sleep under a palm tree, feel the rush of the ocean.