Era uma vez, uma criança que estava quase a vir ao mundo. Era ceia de natal. Toda a família reunida, as outras crianças brincando umas com as outras, e uma senhora que ia dar á luz! Era muito breve. Todos sorriam, todos cantavam, todos brincavam, todos partilhavam histórias, momentos, alegrias, tudo que se estava a passar naqueles mesmos momentos. Era natal! Todos ansiosos para abrir as suas prendas, e a senhora que lá estava, ansiosa para que o seu pequenino nasce-se. As horas iam passando, e mais ou menos 23:10h era naquele instante. A senhora que lá estava, sentiu-se pesada, muito agueirada que nem podia consigo mesmo. Ao fim das contas percebeu que eram dores. Dores do seu pequenino a mexer. Isto porque estava já pronto para nascer. As águas rebentam e dá um berro de dores. Entre tanto, alerta a família! O seu cunhado, vendo que o seu sobrinho estava pronto para nascer, pegou na senhora e levou-a para o hospital. Como todos os outros que foram atrás! A família toda contente, e ansiosa para um novo membro na família. A mãe da senhora na maternidade, tal como o pai, esperavam pela sua filha! Esperavam por notícias. Realmente as águas tinham rebentado, mas ainda não era naquele preciso momento que o bebe iria nascer. Entre tanto, já eram 00:00h! A família desanima porque todos eles/as pensavam que o seu novo membro iria nascer no Natal! Pensavam todos que iria ser o menino do ano. Ainda não tinha nascido! As horas passavam, e passavam. Que novamente deu as dores a senhora que estava prestes a ver o seu novo ser! Era 03:00h em ponto! Nessa mesma hora, o pequeno já estava mesmo pronto para sair. E calhou por nascer! Os berros eram irritantes, eram dores de uma mãe. Já era 26/12/1996! Quando a criança nasce. O bebe nasce, mas nasce sem chorar! Até que foi preciso levar duas chapa-ditas no rabo para que chorasse. E chorou! A sua mãe orgulhosa, porque estava a ver o seu mundo mudar, um novo rumo chegar e uma vida nova alcançar. Isto com mais um neto! Na mesma hora que o bebe nasce, é transportado para um quarto de vigia! Para um quarto de tratamentos. A sua mãe sem saber de um qualquer pormenor. Preocupada por não ver o seu filho, levanta-se com aquelas dores de cabeça imundas! A verdade era que o seu filho estava internado! Teria nascido com os olhos inchados, e boca inchada, diguemos que também partes íntimas do corpo inchado estava! Ninguém sabia o que se passava. Pois passadas horas e mais horas, ninguém sabia do pequeno! A sua mãe teria acordado da anestesia que lhe tinham colocado. E preocupada mais uma vez, levantou-se com aquelas irritantes dores de cabeça, descalça à procura de informações do seu bebe. Uma enfermeira vê a pobre mulher a chorar num canto. Perguntando o que se passava, a senhora chorava porque pensara que tinha perdido o seu pequenino. Mas até que recebeu uma informação que lhe deixara satisfeita e mais aliviada. Pois o seu bebe teria sido corado por fantásticos médicos! Passou pelo pior, enfrentou o perigo e sobreviveu! Na verdade, com o internamento estava prestes a ser um renascido de novo. Porque teria nascido com graves problemas que lhe estavam a impedir de viver. Mas o mal tinha passado! Passados alguns minutos, após o tratamento o bebe teria sido transportado para a incubadora, onde se encontravam todos os bebes que teriam nascido naquele mesmo dia! A família toda babada por ver um novo membro. Por ver aquela riqueza nos seus olhos! Entre tanto, um casal teria chegado a maternidade, e perante o espelho que lá tinha, olhavam sobre o pequenino que ainda não tinha o seu nome. Adoraram tanto a criança que deslocaram-se ao quarto da sua mãe e frente a frente lhe disse se deixava ser adotar a criança que teria vindo ao mundo. Como é óbvio, a senhora disse que não, porque lhe tinha custado a ter a criança e não iria ser naquele momento que o ia abandonar. Mais uma vez, umas freiras aproximaram-se do espelho onde se encontrava todos os bebes. No meio deles todos, esta a criança que tinha acabado de nascer. Adoraram de tal maneira a criança que mais uma vez, dirigiram-se ao quarto onde se encontrava a mãe da criança. Novamente, pedem com normalidades se deixava adotar a criança. E mais uma vez, a senhora diz que não. E de tanto lhe saturarem a cabeça, a senhora pede a enfermeira para lhe trazer o bebe que precisava de o ver. Necessitava de o sentir! O médico, disse que a criança não iria ter alta muito cedo! Nem a criança nem a mãe. Pois ainda tinham que estar em repouso. Dias passaram, com a família constantemente a visitar a senhora, tal como visitar a criança. Nesse mesmo dia, o médico diz que a mãe tem alta, mas que o bebe não! Não porque ainda precisava de ser tratado, para que sai-se do hospital com saúde! Quatro semanas mais ou menos, a criança ficou no hospital, e mesmo assim ainda sem nome! Ninguém lhe podia chamar por nada, porque na verdade, tinham-se esquecido de lhe dar um nome. Entre tanto, a mãe decide pôr-lhe Júnior Gabriel. A tia da criança diz que para ele não encaixava bem, talvez se lhe pose-se, Júnior Filipe.. Mais uma vez, não concordaram, então que a tia da criança pensa novamente num nome onde lhe daria um aspeto mais visível há sua imagem.. Entretanto, põe-lhe Miguel Ângelo. A mãe gostou, e esse ficou o nome. Após o nome, o médico informa a mãe do bebe que a criança teria de ficar no hospital, cerca de um mês, isto para sair com saúde, e com cuidados. Teria a criança de lá ficar e a mãe vir embora, mas a mãe da criança não aceitou. Decidiu ficar no hospital até o seu bebe sair juntamente com ela. Os dias foram passando, e muitas visitas o Miguel Ângelo teve. No quarto onde permanecia, eram prendas e mais prendas rodeadas sobre ele. Coitado! Os dias acabam, e o mês passou.. A criança estaria liberta para ir embora, isto, já com toda a sua saúde. Era um bebe tão sossegadinho, tão calmo, dava gosto olhar sobre ele. Era gordinho, e tão fofinho, que a toda a gente daria vontade de lhe apertar as bochechas. A pobre da criança vivia rodeada de pessoas que lhe adoravam. Contudo, e com o tempo, a criança foi crescendo, e já com dez meses, já dizia a sua primeira palavra, (má e vó), soletrando, cria dizer “mãe e avó”. Era as duas únicas palavras. Mas já era bom! Aprender a dizer qualquer coisa, era sinal que sabia falar. Passados dois anos mais ou menos, a criança já dava as suas gatinhadas. Falou muito cedo, mas começou andar tarde. Coitado, cada passo que dava, caia de uma forma tão engraçada. Mas com o seu jeito foi aprendendo e conseguiu até ao último ponto. Os dias passavam, e todas as horas percorria aquela criança. Cada momento que passava, cada sarilho que se metia. Mas cresceu! Entrou para o infantário, o que descobriu novos amigos. Mas na verdade, não queria. Chorava por todos os cantos que só queria a sua mana, junto a ele. Não queria mais nada a não ser a Flávia. Coitada, teve de sair da escola de propósito só para ficar junto a ele. Passou alguns instantes a seu lado, e quando lhe diz que tem de ir para a escola, coitado, desata a chorar de uma maneira que até meteu dó. E mais uma vez, a pobre da irmã teve de ficar junto a ele. Até a hora acabar. Com o tempo, que no qual era todos os dias que chorava, e que não queria ir para o infantário, conheceu um companheiro, no qual se começaram a dar bem. Foi o seu primeiro amigo, o Gustavo. Brincaram os dois, juntos e sempre perto um do outro. Tornaram-se melhores amigos.. E com o dominar dos tempos, entrou para o 1ºano. O que lhe chocou, foi ver todas aquelas crianças e desatar a chorar porque ficou sem ver o seu melhor amigo. O seu “único” melhor amigo. Lidou novamente com a situação. Diguemos que para ele, a sua vida e o seu bem-estar foi gostar de lidar com situações novas. Mais uma vez, encontrou pessoas novas, e a melhor pessoa que poderia ter encontrado, foi a sua prima. A qual o conheceu, e nunca mais saiu do seu pé. Os dois brincavam e brincavam, andavam às turras um com o outro, chateavam-se ou por isto ou por aquilo. Enfim! A verdade, é que conheceu mais amigos do que o previsto. E cada vez mais, cresceu.. E cresceu. Os anos passavam e já tinha avançado para outro ano, um ano mais difícil e em outra escola diferente. Teria avançado para o 7ºano. E novamente, conheceu novas pessoas, daí ser pessoas mais sinceras, mais determinadas, e verdadeiras. Daí também aprender tudo e mais um pouco da vida. O que conseguiu aprender. Apesar de todo este percalço, ele teria um dom. Um dom que lhe faria ainda mais realista e determinado. Teria pois, aquele toque sensual de dançar e de tirar fotografias. Daí, pensar que era o seu sonho. E com ele, mentalizou que musica e o mundo da moda, era o seu rumo. O que lhe daria oportunidade mais tarde. Com o tempo, e mais correspondido, começou a ficar homenzinho, daí já saber o que era vida, saber partilhar momentos com alguém. Conhecer novas pessoas, e juntar-se nelas como suas almas. Contudo, viveu, sofreu, superou, enfrentou, lutou, e cada vez mais cresceu. Ao ponto de dizer chega e começar a sua vida do zero. Optou por começar a descobrir o que queria realmente, o que sentia no seu aspeto. Resolveu por descobrir se o seu sexo era o oposto do mais conhecido. A verdade, é que os tempos foram passando, as horas avançavam, os minutos percorriam, e mais dias ultrapassavam. Deu por descobrir que tinha uma orientação sexual muito diferente daquilo que promovia. Na verdade, sentiu-se feliz, porque ultrapassou todo o mal, enfrentou o inimigo, e mesmo com o medo de ser julgado, enfrentou até ao fim. Optou por começar pelos amigos, e dizer a todos eles/as o que realmente era. Viu ele que quase a sua equipa ficou chocada, mas aceitaram. Dificilmente, mas aceitaram. No qual deram o apoio, estenderam as suas mãos para dar forças. Mais uma fase tinha percorrido, a seguinte etapa, era a sua querida mãe. Aquela que estaria sempre do seu lado, aquela que lhe dava tudo e mais alguma coisa. Aquela companheira que lhe transmitiu tudo o que deveria de transmitir, como por exemplo. O respeito, a sinceridade, o carisma, o bom comportamento, o bom rapaz. Aquela que dizia que se sentia orgulhosa do filho que tinha. Pensou ele em tudo o que passou com a sua mãe, deu um berro porque sentiu que a sua mãe iria sofrer, o que não queria que isso lhe acontecesse. Era a ultima coisa que ele, o pobre Miguel, queria que acontecesse. Mas tinha de revelar. Ao ponto de deixar passar uns dias e ir com calma, e tentar puxar por si se era contra tal. E disse ele: “Todos os seres humanos têm direito a ser respeitados, por normas e por qualidades. Todos eles, têm direito a conviver com aquilo que a vida lhes trás. Quer seja, independente do outro, não interessa. Interessa pois aquilo que é, aquilo que nasceu, aquilo que quer ser.” A tal frase que lhe estava no engrosso da garganta, no jumento lábio. Estava de tal maneira que cansou. Cansou e decidiu revelar. A sua prima e a sua irmã deram o apoio e respeitaram a sua decisão. Sentados sobre a mesa, olhando cada um para os seus olhos, e já com a sua mãe virada de lado a chorar, porque já sabia. Teria descoberto. Então, comecei por esclarecer todas as dúvidas que teria, corregi os erros que muitas pessoas diziam o que na verdade, nem sempre era o correto. Enfim! Afirmei a minha orientação, descendi a vários lapsos, mas disse apenas o que me vinha a mente, o que era verdade. Teria dito, que era bastante feliz com a minha própria personalidade, com a minha qualidade masculina num sentido oposto.
Ao fim da conversa perguntei eu: Mãe, não tens nada a dizer?!
Mãe: Sabes uma coisa?!
Eu: O que?
Mãe: Isto pode-me custar bastante, posso sentir toda a dor tremenda dentro de mim, mas acredita. Serás meu filho até a minha morte se aproximar. Até o meu dia chegar ao fim, até lá continuarás a ser o meu filho. E pela tua força enorme, eu fico cada vez mais orgulhosa de ti, por ter um filho que luta, que vive de verdade com as suas intenções. ...
Eu fico surpreendido!
Mãe: Dá-me cá um abraço.
Fiquei aconchegado com aquele momento. A partir dai, Miguel passou a ser uma pessoa feliz. Com a sua vida a crescer, com as suas determinações, mas sempre a crescer. E cada vez mais, inteligente.
Hoje, é um menino bem sucedido, bem comportado e respeitado. O orgulho de Miguel!
O orgulho de Miguel!
domingo, 22 de janeiro de 2012 // 12:03
Era uma vez, uma criança que estava quase a vir ao mundo. Era ceia de natal. Toda a família reunida, as outras crianças brincando umas com as outras, e uma senhora que ia dar á luz! Era muito breve. Todos sorriam, todos cantavam, todos brincavam, todos partilhavam histórias, momentos, alegrias, tudo que se estava a passar naqueles mesmos momentos. Era natal! Todos ansiosos para abrir as suas prendas, e a senhora que lá estava, ansiosa para que o seu pequenino nasce-se. As horas iam passando, e mais ou menos 23:10h era naquele instante. A senhora que lá estava, sentiu-se pesada, muito agueirada que nem podia consigo mesmo. Ao fim das contas percebeu que eram dores. Dores do seu pequenino a mexer. Isto porque estava já pronto para nascer. As águas rebentam e dá um berro de dores. Entre tanto, alerta a família! O seu cunhado, vendo que o seu sobrinho estava pronto para nascer, pegou na senhora e levou-a para o hospital. Como todos os outros que foram atrás! A família toda contente, e ansiosa para um novo membro na família. A mãe da senhora na maternidade, tal como o pai, esperavam pela sua filha! Esperavam por notícias. Realmente as águas tinham rebentado, mas ainda não era naquele preciso momento que o bebe iria nascer. Entre tanto, já eram 00:00h! A família desanima porque todos eles/as pensavam que o seu novo membro iria nascer no Natal! Pensavam todos que iria ser o menino do ano. Ainda não tinha nascido! As horas passavam, e passavam. Que novamente deu as dores a senhora que estava prestes a ver o seu novo ser! Era 03:00h em ponto! Nessa mesma hora, o pequeno já estava mesmo pronto para sair. E calhou por nascer! Os berros eram irritantes, eram dores de uma mãe. Já era 26/12/1996! Quando a criança nasce. O bebe nasce, mas nasce sem chorar! Até que foi preciso levar duas chapa-ditas no rabo para que chorasse. E chorou! A sua mãe orgulhosa, porque estava a ver o seu mundo mudar, um novo rumo chegar e uma vida nova alcançar. Isto com mais um neto! Na mesma hora que o bebe nasce, é transportado para um quarto de vigia! Para um quarto de tratamentos. A sua mãe sem saber de um qualquer pormenor. Preocupada por não ver o seu filho, levanta-se com aquelas dores de cabeça imundas! A verdade era que o seu filho estava internado! Teria nascido com os olhos inchados, e boca inchada, diguemos que também partes íntimas do corpo inchado estava! Ninguém sabia o que se passava. Pois passadas horas e mais horas, ninguém sabia do pequeno! A sua mãe teria acordado da anestesia que lhe tinham colocado. E preocupada mais uma vez, levantou-se com aquelas irritantes dores de cabeça, descalça à procura de informações do seu bebe. Uma enfermeira vê a pobre mulher a chorar num canto. Perguntando o que se passava, a senhora chorava porque pensara que tinha perdido o seu pequenino. Mas até que recebeu uma informação que lhe deixara satisfeita e mais aliviada. Pois o seu bebe teria sido corado por fantásticos médicos! Passou pelo pior, enfrentou o perigo e sobreviveu! Na verdade, com o internamento estava prestes a ser um renascido de novo. Porque teria nascido com graves problemas que lhe estavam a impedir de viver. Mas o mal tinha passado! Passados alguns minutos, após o tratamento o bebe teria sido transportado para a incubadora, onde se encontravam todos os bebes que teriam nascido naquele mesmo dia! A família toda babada por ver um novo membro. Por ver aquela riqueza nos seus olhos! Entre tanto, um casal teria chegado a maternidade, e perante o espelho que lá tinha, olhavam sobre o pequenino que ainda não tinha o seu nome. Adoraram tanto a criança que deslocaram-se ao quarto da sua mãe e frente a frente lhe disse se deixava ser adotar a criança que teria vindo ao mundo. Como é óbvio, a senhora disse que não, porque lhe tinha custado a ter a criança e não iria ser naquele momento que o ia abandonar. Mais uma vez, umas freiras aproximaram-se do espelho onde se encontrava todos os bebes. No meio deles todos, esta a criança que tinha acabado de nascer. Adoraram de tal maneira a criança que mais uma vez, dirigiram-se ao quarto onde se encontrava a mãe da criança. Novamente, pedem com normalidades se deixava adotar a criança. E mais uma vez, a senhora diz que não. E de tanto lhe saturarem a cabeça, a senhora pede a enfermeira para lhe trazer o bebe que precisava de o ver. Necessitava de o sentir! O médico, disse que a criança não iria ter alta muito cedo! Nem a criança nem a mãe. Pois ainda tinham que estar em repouso. Dias passaram, com a família constantemente a visitar a senhora, tal como visitar a criança. Nesse mesmo dia, o médico diz que a mãe tem alta, mas que o bebe não! Não porque ainda precisava de ser tratado, para que sai-se do hospital com saúde! Quatro semanas mais ou menos, a criança ficou no hospital, e mesmo assim ainda sem nome! Ninguém lhe podia chamar por nada, porque na verdade, tinham-se esquecido de lhe dar um nome. Entre tanto, a mãe decide pôr-lhe Júnior Gabriel. A tia da criança diz que para ele não encaixava bem, talvez se lhe pose-se, Júnior Filipe.. Mais uma vez, não concordaram, então que a tia da criança pensa novamente num nome onde lhe daria um aspeto mais visível há sua imagem.. Entretanto, põe-lhe Miguel Ângelo. A mãe gostou, e esse ficou o nome. Após o nome, o médico informa a mãe do bebe que a criança teria de ficar no hospital, cerca de um mês, isto para sair com saúde, e com cuidados. Teria a criança de lá ficar e a mãe vir embora, mas a mãe da criança não aceitou. Decidiu ficar no hospital até o seu bebe sair juntamente com ela. Os dias foram passando, e muitas visitas o Miguel Ângelo teve. No quarto onde permanecia, eram prendas e mais prendas rodeadas sobre ele. Coitado! Os dias acabam, e o mês passou.. A criança estaria liberta para ir embora, isto, já com toda a sua saúde. Era um bebe tão sossegadinho, tão calmo, dava gosto olhar sobre ele. Era gordinho, e tão fofinho, que a toda a gente daria vontade de lhe apertar as bochechas. A pobre da criança vivia rodeada de pessoas que lhe adoravam. Contudo, e com o tempo, a criança foi crescendo, e já com dez meses, já dizia a sua primeira palavra, (má e vó), soletrando, cria dizer “mãe e avó”. Era as duas únicas palavras. Mas já era bom! Aprender a dizer qualquer coisa, era sinal que sabia falar. Passados dois anos mais ou menos, a criança já dava as suas gatinhadas. Falou muito cedo, mas começou andar tarde. Coitado, cada passo que dava, caia de uma forma tão engraçada. Mas com o seu jeito foi aprendendo e conseguiu até ao último ponto. Os dias passavam, e todas as horas percorria aquela criança. Cada momento que passava, cada sarilho que se metia. Mas cresceu! Entrou para o infantário, o que descobriu novos amigos. Mas na verdade, não queria. Chorava por todos os cantos que só queria a sua mana, junto a ele. Não queria mais nada a não ser a Flávia. Coitada, teve de sair da escola de propósito só para ficar junto a ele. Passou alguns instantes a seu lado, e quando lhe diz que tem de ir para a escola, coitado, desata a chorar de uma maneira que até meteu dó. E mais uma vez, a pobre da irmã teve de ficar junto a ele. Até a hora acabar. Com o tempo, que no qual era todos os dias que chorava, e que não queria ir para o infantário, conheceu um companheiro, no qual se começaram a dar bem. Foi o seu primeiro amigo, o Gustavo. Brincaram os dois, juntos e sempre perto um do outro. Tornaram-se melhores amigos.. E com o dominar dos tempos, entrou para o 1ºano. O que lhe chocou, foi ver todas aquelas crianças e desatar a chorar porque ficou sem ver o seu melhor amigo. O seu “único” melhor amigo. Lidou novamente com a situação. Diguemos que para ele, a sua vida e o seu bem-estar foi gostar de lidar com situações novas. Mais uma vez, encontrou pessoas novas, e a melhor pessoa que poderia ter encontrado, foi a sua prima. A qual o conheceu, e nunca mais saiu do seu pé. Os dois brincavam e brincavam, andavam às turras um com o outro, chateavam-se ou por isto ou por aquilo. Enfim! A verdade, é que conheceu mais amigos do que o previsto. E cada vez mais, cresceu.. E cresceu. Os anos passavam e já tinha avançado para outro ano, um ano mais difícil e em outra escola diferente. Teria avançado para o 7ºano. E novamente, conheceu novas pessoas, daí ser pessoas mais sinceras, mais determinadas, e verdadeiras. Daí também aprender tudo e mais um pouco da vida. O que conseguiu aprender. Apesar de todo este percalço, ele teria um dom. Um dom que lhe faria ainda mais realista e determinado. Teria pois, aquele toque sensual de dançar e de tirar fotografias. Daí, pensar que era o seu sonho. E com ele, mentalizou que musica e o mundo da moda, era o seu rumo. O que lhe daria oportunidade mais tarde. Com o tempo, e mais correspondido, começou a ficar homenzinho, daí já saber o que era vida, saber partilhar momentos com alguém. Conhecer novas pessoas, e juntar-se nelas como suas almas. Contudo, viveu, sofreu, superou, enfrentou, lutou, e cada vez mais cresceu. Ao ponto de dizer chega e começar a sua vida do zero. Optou por começar a descobrir o que queria realmente, o que sentia no seu aspeto. Resolveu por descobrir se o seu sexo era o oposto do mais conhecido. A verdade, é que os tempos foram passando, as horas avançavam, os minutos percorriam, e mais dias ultrapassavam. Deu por descobrir que tinha uma orientação sexual muito diferente daquilo que promovia. Na verdade, sentiu-se feliz, porque ultrapassou todo o mal, enfrentou o inimigo, e mesmo com o medo de ser julgado, enfrentou até ao fim. Optou por começar pelos amigos, e dizer a todos eles/as o que realmente era. Viu ele que quase a sua equipa ficou chocada, mas aceitaram. Dificilmente, mas aceitaram. No qual deram o apoio, estenderam as suas mãos para dar forças. Mais uma fase tinha percorrido, a seguinte etapa, era a sua querida mãe. Aquela que estaria sempre do seu lado, aquela que lhe dava tudo e mais alguma coisa. Aquela companheira que lhe transmitiu tudo o que deveria de transmitir, como por exemplo. O respeito, a sinceridade, o carisma, o bom comportamento, o bom rapaz. Aquela que dizia que se sentia orgulhosa do filho que tinha. Pensou ele em tudo o que passou com a sua mãe, deu um berro porque sentiu que a sua mãe iria sofrer, o que não queria que isso lhe acontecesse. Era a ultima coisa que ele, o pobre Miguel, queria que acontecesse. Mas tinha de revelar. Ao ponto de deixar passar uns dias e ir com calma, e tentar puxar por si se era contra tal. E disse ele: “Todos os seres humanos têm direito a ser respeitados, por normas e por qualidades. Todos eles, têm direito a conviver com aquilo que a vida lhes trás. Quer seja, independente do outro, não interessa. Interessa pois aquilo que é, aquilo que nasceu, aquilo que quer ser.” A tal frase que lhe estava no engrosso da garganta, no jumento lábio. Estava de tal maneira que cansou. Cansou e decidiu revelar. A sua prima e a sua irmã deram o apoio e respeitaram a sua decisão. Sentados sobre a mesa, olhando cada um para os seus olhos, e já com a sua mãe virada de lado a chorar, porque já sabia. Teria descoberto. Então, comecei por esclarecer todas as dúvidas que teria, corregi os erros que muitas pessoas diziam o que na verdade, nem sempre era o correto. Enfim! Afirmei a minha orientação, descendi a vários lapsos, mas disse apenas o que me vinha a mente, o que era verdade. Teria dito, que era bastante feliz com a minha própria personalidade, com a minha qualidade masculina num sentido oposto.
Ao fim da conversa perguntei eu: Mãe, não tens nada a dizer?!
Mãe: Sabes uma coisa?!
Eu: O que?
Mãe: Isto pode-me custar bastante, posso sentir toda a dor tremenda dentro de mim, mas acredita. Serás meu filho até a minha morte se aproximar. Até o meu dia chegar ao fim, até lá continuarás a ser o meu filho. E pela tua força enorme, eu fico cada vez mais orgulhosa de ti, por ter um filho que luta, que vive de verdade com as suas intenções. ...
Eu fico surpreendido!
Mãe: Dá-me cá um abraço.
Fiquei aconchegado com aquele momento. A partir dai, Miguel passou a ser uma pessoa feliz. Com a sua vida a crescer, com as suas determinações, mas sempre a crescer. E cada vez mais, inteligente.
Hoje, é um menino bem sucedido, bem comportado e respeitado. O orgulho de Miguel!
grew up in a small town.
A mim perguntaram-me quem eu era, quem era eu dentro ou de fora. Sentado naquele rochedo cheio de musgo peganhento, eu olhei perante o sol. Senti aquele frio bater-me no rosto, sem intensão de me deitar ao chão.
Perguntei-me a mim mesmo porque estaria ali, feito um urso sem pai nem mae, sem irmã e parentes da familia. Porque me sinto tão vazio? Porque me sinto tão independente de todas as pessoas que me rodeiam em trono daquele circulo de amigos? Porque ?
Á demasiada independência nesta vida, á demasiado peso, á bastantes rodeios frios e pessoas mortas. Mas porque que este mundo não pensa na vida, mas porque que o mundo não pensa no seu melhor? A distruidora disto tudo é quem me julgou neste mundo, quem me desanparou para o outro lado da rua.
Estou cheio de dores de cabeça, cheio de febre, e a minha mente não consegue racicionar o objéctivo, não consegue chegar ás palavras que foram utilizadas em todos os dicionários.
Estou deprimente por não sentir o desejo, por não poder caminhar pelas ruas novas, por não ter amigos que me fasam feliz! Estou sem pachorra para discuções, nasci para viver, nasci para ter paz.
Tenho saudades de um novo tudo, de um novo tanto, de um novo rumo. Tenho saudades da saudade. Sinto falta da minha mãe. Aquela que todas as noites me dizia para apagar a luz e descansar, para que no dia seguinte estivesse com forças para lutar contra o inimigo que me poderia perceguir. Sinto falta dos abraços sem fim que tinha todas as noites, das histórias mágicas onde maior parte delas eu adormeçia.
Sinto falta daquela mão que me levantava dia – e – noite, aquela mão que me tocava e que me dizia para seguir em frente com novas estatisticas, com novas personagens, com novas noticias. A saudade, prende-me no peito, e aperta meus braços.
Sorria todos os dias com todos os teus ataques de risos, estremecia quando me dizias algo em que eu me arrepiava, chorava quando necessitava, e todas a lagrimas derramadas no teu corpo.
Emensa saudade eu tenho, de quando nos punhamos no bailoiço da tia do lado, quando brincavamos ás casinhas e quando bebiamos copos e copões de sumo compal. Não esqueço cada momento que passei.
Hoje, tudo é diferente, a vida mudou de rumo. As pessoas fugiram de mim e não me deram a mão. Fiquei sozinho na escuridão. Incolhi-me naquele obscuro buraco, e chorei pela vida, gritei pelo que perdi, sofri por não a voltar a ver.
Quero ser jovem, adulto, crescer mais e sorrir bastante. Quero aprender a ser o que nunca fui.
Nas contas todas, quero tudo e não tenho.
dreaming of what could be.
O verdadeiro desejo está no meu olhar. Perante aquela cor absorvida em meus olhos.
O desejo é demasiado para o criticar, ou denunciar. Um dia eu acordei, sai do rebanho, despertei meu sentimente apenas numa palavra: "desejo". Desejei ser diferente de todas as pessoas, desejei ser mais visivel á realidade. Desejei, desejar o meu desejo.
Penetrar cada canto sem estragos quais queres. Surgir um sorriso sem um choro qualquer. Mas desejei e continuo a desejar. Sempre desejei caminhar sobre aquela estrada onde me dizia que era nela que era o meu devido lugar.
Eu senti felicidade, arrepiei-me com aqueles zumbidos no meu ouvido esquerdo. Mas nunca perdi a vontade de desejar o que em mente me ocorria.
Continuei com mais três passos em frente. Com mais quatro, e de momento para momento, mas cinco caminhei.
Cheguei ao cimo do desejo que sempre me mentalizei. Discobri o desejo que sempre desejei. Hoje, reforçei com a enorme vontade, que o meu desejo sempre foi, "mostrar ao mundo o quanto eu consigo mostrar. Reabrir os olhos e mostrar o que sou capaz de fazer, o desafio que tenho. Mostrar ao mundo que eu tenho um estrela dentro de mim, que um pigmento de sonhos eu tenho."
Sonhei sem sonhar, mas sonhei em dançar. Faz parte de mim mexer o corpo, sentir o vento bater-me no rosto sem estragar o sentido primitido.
wanna feel the warm breeze,
sleep under a palm tree, feel the rush of the ocean.